quarta-feira, 4 de julho de 2012

Crack: os dramas de dependentes químicos ricos e pobres.

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Valmir Moratelli
Em uma clínica particular voltada para a classe média, o tratamento mensal de um dependente em crack sai por, pelo menos, R$ 7 mil. Entre os centros de tratamento bancados pela prefeitura do Rio, um paciente custa aos cofres públicos cerca de R$ 3 mil por mês. Segundo dados da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), o Rio tem hoje pelo menos 11 cracolândias e outros seis pontos itinerantes de consumo de crack.
Os maiores centros de consumo estão, segundo a prefeitura, nas favelas do Jacarezinho, Manguinhos e Morro do Cajueiro, em Madureira. Nessas áreas circulam diariamente cerca de três mil usuários (20% deles menores). O município gasta, mensalmente, R$ 1,7 milhão no acolhimento e tratamento de viciados carentes.
Mas o crack já chegou à classe média. A reportagem do iG passou um dia na clínica particular Jorge Jaber, em Vargem Pequena, zona oeste do Rio. Lá estão 65 pacientes dependentes de drogas diversas, incluindo o álcool. Mas a maioria esteve envolvida com o crack. “É uma nova realidade que estamos tendo que lidar. O viciado em crack teve sua capacidade cognitiva e social deteriorada, está propenso à irritação extrema, tem comprometimento físico e sem laços familiares. É um ser humano à beira da destruição, um fracassado total, insano.”, define o psiquiatra Jorge Jaber, que dá nome ao local.
Já no Centro Especializado de Atendimentoà Dependência Química Ser Criança, em Guaratiba, também na zona oeste do Rio, mantido pela prefeitura, 50 jovens menores de 18 anos, todos do sexo masculino, tentam voltar à vida normal. Muitos não sabem ler e escrever, preferem ser tratados com apelidos de rua e não sabem o que é hierarquia. “Aqui eles precisam reaprender a viver em sociedade. Tem hora para brincar, para comer, para dormir. Não é fácil, porque gostavam da vida sem limites que tinham”, conta Vatusy Ramos, coordenadora do espaço.
Diferenças no tratamento
Após visita a dois centros de tratamento, o particular e o da rede pública, a reportagem do iG pôde perceber algumas diferenças na forma de lidar com o dependente. Em ambas, as atividades precisam ter horários pontuais, seguidos rigorosamente por todos. Mas na primeira, há psicólogos e terapeutas ocupacionais em maior número para orientar as conversas e até a forma de encarar os problemas individuais. As reuniões tanto acontecem em grupo, quanto individualmente. Com as crianças, o cuidado está na formação básica, já que muitos não são nem alfabetizados. “Ninguém pode ser tratado com apelidos que ganharam nas ruas. Aqui é para se buscar o resgate da identidade. Não podemos incentivar a informalidade”, conta Vatusy.
Claro que a clínica particular tem uma estrutura mais equipada, com mais profissionais à disposição. Muito mais médicos, mais psicólogos. O rigor na condução do tratamento na clínica particular é maior, até porque não lida apenas com crianças. Ali há, em sua maioria, adultos em mais de uma internação. A prefeitura não tem um centro especializado para viciados maiores de 18 anos.
Os dependentes de crack adultos são levados para a Unidade Municipal de Reinserção Social Rio Acolhedor, em Paciência, zona oeste da cidade, com 350 vagas. Ali há também acolhimento e atendimento especializado de moradores de rua. No local, os usuários são avaliados e orientados para o atendimento contra a dependência química nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) da Secretaria Municipal de Saúde. Os abrigados podem tirar nova documentação, participam de encaminhamentos focados no aumento do ensino, reaproximação familiar, capacitação profissional, questões habitacionais, inserção no mercado de trabalho, além de atividades recreativas e passeios e focados em entretenimento.
Os pacientes de classe média ou de origem humilde, também guardam aproximações. Todos dizem que “chegaram ao fundo do poço”, termo recorrente entre os dependentes. Os olhos são fundos, tristes. Poucos sorriem. Falam com dificuldade, em certos casos devido à medicação pesada. Reconhecem que precisam de ajuda e que lutam para ter uma vida digna, com trabalho ou de volta à escola. A questão, dizem os psicólogos, é que nada é fácil em se tratando do crack. A vigilância é para o resto da vida.
Para o médico José Veríssimo, da clínica Jorge Jaber, todo o combate que se tem feito (pelos órgãos governamentais) é de "enxugar gelo”. “Os resultados são pequenos porque o maior desafio é o que vem depois do tratamento, como restabelecer os laços familiares e uma vida social, longe das drogas", diz o médico. Vatusy reconhece que os resultados são obtidos timidamente, um por vez. “Meu maior aperto no coração é quando tenho que liberar um jovem para ir embora, após três meses internado. Sei que ele vai ter grande chance de voltar ao contato com as drogas, porque não tem uma base familiar sólida... Muitos moram em frente à boca de fumo da favela", conta.




Estudantes promovem campanha de apoio à APAE de Arraial do Cabo

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Neste sábado (dia 7), das 10 às 16 horas, alunos do primeiro período de Administração e Ciências Contábeis da Faculdade da Região dos Lagos estarão na Praça do Guarani, no Centro de Arraial do Cabo, para o “Dia D de apoio à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE”. Durante a atividade eles estarão arrecadando materiais como livros, roupas, sapatos, alimentos não perecíveis, materiais de higiene, brinquedos entre outros objetos que ajudem no melhor funcionamento da instituição.
- Na faculdade temos uma disciplina chamada “Responsabilidade Organizacional”, onde um dos objetivos é fazer com que os alunos entendam a importância das ações sociais para seu crescimento profissional. Dentro desta disciplina, a cada semestre os alunos escolhem uma instituição da região para ser alvo de uma campanha. Neste semestre, no entanto, os alunos se empolgaram, e decidiram ajudar duas instituições: no último fim de semana um grupo passou o dia na creche NEDVIDA, em São Pedro da Aldeia, e neste fim de semana outro grupo estará em Arraial do Cabo para ajudar a APAE do município – explicou a professora Alessandra Alves.
A estudante Danielly da Silva Ferreira é moradora de Arraial do Cabo, e foi uma das responsáveis pela campanha de apoio à APAE. “Acho muito importante este trabalho que faculdade desenvolve através da disciplina ‘Responsabilidade Organizacional’ porque isso desperta o lado humano dos estudantes para que enxerguemos a sociedade em que estamos inseridos com um olhar mais humano, tendo em vista as pessoas menos favorecidas que necessitam da nossa ajuda e compreensão. E por morar em Arraial, e saber que essa instituição tem grande participação na vida de muitas crianças, optei por criar um projeto voltado para APAE” – explicou.
Durante o “Dia D de apoio à APAE” os estudantes estarão chamando a atenção da população para as necessidades da instituição, que fica na Rua José Pinto de Macedo, 08, Prainha. Também vão oferecer à comunidade diversas atividades gratuitas como recreação para as crianças, corte de cabelo, aferição de pressão e medição de taxa de glicose, além de aplicação de flúor e show com a banda MD3 entre outras ações.
- Será um dia muito legal, onde as pessoas poderão ajudar a APAE, poderão ter acesso a serviços gratuitos, e ainda poderão se divertir com muita música e atividades para adultos e crianças – convidou Danielly. 







terça-feira, 3 de julho de 2012

ARARUAMA

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 Foi inaugurado hoje (03) no distrito de São Vicente mais um pólo do Café do Trabalhador, uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Araruama, através da Secretaria Municipal de Política Social, Trabalho e Habitação, com apoio da Subprefeitura do distrito.

O projeto foi instalado no quiosque da Guarda Municipal, na praça central de São Vicente, e  vai funcionar de segunda-feira à sexta-feira, das 6 às 7 horas, oferecendo a primeira refeição aos trabalhadores. O Café do Trabalhador atendeu, já no primeiro dia, 130 trabalhadores.

Segundo o prefeito André Mônica “este é o quarto pólo do Café do Trabalhador implantado pela Prefeitura de Araruama. O primeiro, em abril, foi no refeitório da Secretaria Municipal de Obras. Em seguida vieram o do CRAS da Fazendinha, e na semana passada o do Mutirão”.

- Ao todo, os quatro pólos vão oferecer gratuitamente, por mês, mais de 12 mil kits com café com leite, pão e manteiga – explicou Paula Pêgas, primeira dama  e secretária municipal de Política Social, Trabalho e Habitação sobre o sucesso do projeto.  

O prefeito também falou sobre as transformações que estão ocorrendo em São Vicente, citando a reforma da Rodoviária, construção da Escola Municipal Vereador Edmundo Sá Carvalho, construção do Centro Poliesportivo, reforma do Hospital de São Vicente, implantação do CRAS, início da construção da UBS, revitalização da citricultura, dentre outras realizações que estão melhorando a  qualidade de vida dos moradores do distrito. 




Grave acidente entre van e carreta deixa dez mortos em estrada na Bahia

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Dez pessoas morreram em um grave acidente envolvendo uma van e uma carreta no início da manhã desta terça-feira (3) no Km 591 da BR-324, região metropolitana de Salvador. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), nove pessoas que viajavam na van morreram na hora e uma morreu após dar entrada no Hospital Geral do Estado, em Salvador. Informação ainda não confirmada indica que há mais um óbito. 
No total, 16 pessoas ocupavam a van. Segundo a PRF, ao colidir na lateral esquerda da carreta, a van - licenciada em Santo Amaro, na Bahia - rodopiou na pista e bateu novamente na carreta ficando presa nela.
A BR-324 tem pista dupla nesta região. Ainda de acordo com a PRF, o velocímetro da carreta indica que ela trafegava com velocidade compatível.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Físicos afirmam ter achado forte evidência da 'partícula de Deus'

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Físicos do Laboratório Nacional Acelerador Fermi, vinculado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, anunciaram nesta segunda-feira (2) que encontraram a mais forte evidência até agora da existência de um corpo subatômico conhecido como "partícula de Deus", ou bóson de Higgs.
A evidência surgiu com subprodutos da colisão de partículas no acelerador chamado de Tevatron, um dos oito aceleradores de partícula instalados no laboratório Fermi. A pista, porém, ainda precisa ser comprovada.
Os resultados indicam que o bóson de Higgs detectado no Tevatron, se existir, teria massa entre 115 GeV e 135 GeV (gigaelétron-volt), ou cerca de 130 vezes maior que a massa de um próton. O GeV é uma medida de energia, mas os cientistas medem a massa das partículas como se fosse energia, porque toda massa tem uma equivalência em energia.
Uma vez que os mesmos subprodutos da colisão que indicam a existência da partícula, também podem vir de outras partículas subatômicas, os físicos só poderão excluir outras explicações se tiverem confiança de 550 para 1, ou seja, de que há menos de 0,2% de chance de que os escombros da colisão não são do bóson de Higgs. Por convenção internacional, as probabilidades precisam ser mais próximas a 0,14%.
Em 2011, pesquisadores do projeto Atlas, Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), que usam o acelerador de partículas mais potente do mundo, afirmaram que a massa do bóson de Higgs estaria entre 116 GeV e 130 GeV. Já os dados do CMS, que também é do Cern, mostram uma faixa bem próxima: entre 115 GeV e 127 GeV. O Cern prometeu anunciar na próxima quarta-feira novos dados sobre o bóson de Higgs.
Início de tudo
O “bóson de Higgs” é uma partícula hipotética que seria a primeira com massa a existir após o Big Bang e responsável pela existência de massa em outras partículas do Universo. Para encontrá-la, os cientistam colidem prótons (que ficam no núcleo dos átomos) e procuram entre as partículas que surgem desse impacto.
A física ainda não conseguiu descobrir qual é a origem da massa das partículas. O bóson de Higgs é a resposta teórica que responde a essa questão. Se confirmado, não causaria uma guinada nos estudos da física. Pelo contrário, significaria que a teoria que orientou os pesquisadores nos últimos 40 anos está correta. A princípio, a descoberta é importante apenas do ponto de vista teórico e não leva ao desenvolvimento de novas tecnologias.

Soyuz aterrou no Cazaquistão

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O navio espacial Soyuz TMA-03M aterrou com segurança no Cazaquistão. Para a Terra voltaram o russo Oleg Kononenko, o norte-americano Donald Pettit e o holandês André Kuipers. A cápsula com astronautas a bordo aterrou no local planejado, a sudoeste da cidade de Dzhezkazgan.
A aterragem da espaçonave Soyuz TMA-03M foi garantida por três aviões, 12 helicópteros Mi-8 e seis veículos de salvamento, envolvendo também forças especiais da Aviação Russa.
A tripulação aguentou bem a aterragem, informou o comentarista do Centro de Controle de Missões, referindo a um aficial do serviço de salvamento.

                                              Foto: RIA Novosti

Começa banimento das lâmpadas incandescentes

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Lâmpadas incandescentes com potências de 150 W e 200 W, que não atenderem níveis mínimos deeficiência energética, não podem mais ser produzidas no Brasil e nem serem importadas.

A decisão é antiga - ela está na Portaria n° 1007, de 31 de dezembro de 2010, e apontava o dia 30 de Junho deste ano como prazo final para a medida.

O objetivo do governo é reduzir a quantidade de lâmpadas incandescentes e elevar a participação de lâmpadas consideradas mais eficientes, como as fluorescentes compactas e as halógenas.

Substituição das lâmpadas incandescentes

A substituição das lâmpadas incandescentes no Brasil está ocorrendo de forma gradativa.

A norma estabelece que elas saiam do mercado de acordo com a potência, de 31/12/2012 (as de maior potência) até 30/06/2017 (as de menor potência).

De acordo com a Portaria, para o caso específico das lâmpadas de 150 W e 200 W, os fabricantes e importadores poderão vender seus estoques até 31 de dezembro de 2012. Os atacadistas e varejistas terão prazo de um ano para cumprir a determinação. Ou seja, eles poderão comercializar as unidades já fabricadas até 30 de junho de 2013.

No caso das lâmpadas de 75 W e 100 W, a data limite para fabricação e importação se inicia em 30/06/2013, sendo que a comercialização se encerra em 30/06/2014.

Para as lâmpadas de 60 W - as mais utilizadas - a data limite para fabricação e importação se inicia em 30/06/2013 e sua comercialização se encerra em 30/06/2014.

As lâmpadas de menor potência seguem um escalonamento semelhante, cujo processo se encerra em 30/06/2017.

Teoria e prática

Segundo dados da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, uma lâmpada incandescente de 60 W, que permaneça ligada 4 horas por dia, pode resultar em 7,2 kWh de consumo no final do mês.

Na comparação, uma lâmpada fluorescente compacta com luminosidade equivalente proporciona uma economia de 75%, ou seja, este resultado pode cair para 1,8 kWh/mês.

Os resultados podem variar por conta da frequência de utilização e a potência de cada tipo de lâmpada.

Os fabricantes também não recomendam ficar ligando e desligando as lâmpadas fluorescentes compactas, o que reduz significativamente sua vida útil, por se tratar de equipamentos eletrônicos.

Assim, seguindo as orientações dos fabricantes, não se deve desligar essas lâmpadas caso o usuário vá se ausentar do ambiente por menos do que 15 minutos - o que pode alterar o consumo real gerado por elas, bem como os cálculos oficiais acima.

As fluorescentes compactas, além de custar mais caro, também contêm mercúrio e outros metais pesados, incluídos em seus circuitos eletrônicos. Embora amplamente disseminadas, não há programas para sua reciclagem.

As fluorescentes compactas também estão na mira da Portaria, devendo se adequar a níveis mínimos de eficiência - o prazo também venceu no último dia 30 de junho.

Os fabricantes e importadores de fluorescentes compactas deverão seguir os mesmos prazos das incandescentes. Eles poderão vender os estoques já existentes até 31 de dezembro de 2012. Já os atacadistas e varejistas terão até 30 de junho de 2013 para cumprir a determinação.

Inscrições para o Prouni do 2º semestre terminam nesta segunda

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Esta segunda-feira, dia 2, é o último dia de inscrições para estudantes se candidatarem a bolsas de estudo em faculdades particulares do Programa Universidade para Todos (Prouni) do Ministério da Educação. Os interessados devem se inscrever pelo site oficial do programa. São oferecidas neste segundo semestre 90.311 bolsas — 52.487 integrais e 37.824 parciais (50% da mensalidade).

Entenda: o que é Prouni  
Podem se candidatar às bolsas integrais estudantes com renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio (R$ 933). As bolsas parciais são destinadas a candidatos com renda familiar de até três salários mínimos (R$ 1.866) por pessoa.
Além de ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011, com um mínimo de 400 pontos na média das cinco notas e nota na redação que não seja zero, o candidato deve ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou, em caso de escola particular, na condição de bolsista integral.

Irregularidade: MEC desvincula do Prouni instituição denunciada pelo iG 
Professores da rede pública de ensino básico que concorrem a bolsas em cursos de licenciatura, curso normal superior ou de pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola na qual atuam.
Após o encerramento da etapa de inscrição, haverá duas chamadas de candidatos pré-selecionados. Ao se inscrever, o estudante pode fazer até duas opções de curso e de instituição. A primeira chamada será divulgada em 5 de julho e o candidato tem até o próximo dia 13 para comparecer à instituição de ensino em que vai estudar para apresentar a documentação e providenciar a matrícula. A segunda chamada está prevista para 20 de julho, com prazo para matrícula e comprovação de informações até o dia 26.

Novas vagas: Senado aprova troca de dívida de universidades por bolsas
Ao fim das duas chamadas, os candidatos não pré-selecionados ou aqueles que foram pré-selecionados em cursos sem formação de turma podem pedir inclusão na lista de espera, que será usada pelas instituições participantes do programa para a ocupação das bolsas eventualmente ainda não ocupadas. O período para manifestação de interesse na lista irá de 2 a 4 de agosto. A partir do dia 7 de agosto, serão feitas as convocações dos integrantes.

domingo, 1 de julho de 2012

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Paes diz que amor pelo Rio é sentimento nacional

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), disse neste domingo que o título do Rio como Patrimônio Cultural da Humanidade vai ajudar a preservar a paisagem da cidade e evitar intervenções que a destruam. Na avaliação do prefeito, todo brasileiro se sente agora um pouco carioca. "Isso gera um sentimento nacional que, agora, é mundial. Tem muita gente que ama essa cidade", disse.
O Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) decidiu dar ao Rio o título de patrimônio mundial na categoria Paisagem Cultural, neste domingo, em reunião que se estende desde o dia 25, em São Petersburgo, na Rússia.
Segundo ele, a Unesco reconheceu o que já é de conhecimento do povo brasileiro, "a paisagem cultural fantástica do Rio de Janeiro". "O Rio é isso, um misto de natureza incrível, ação do homem incomparável, com todos os ícones que foram criados, com aquilo que o Rio tem de melhor, que é o povo carioca", completou Paes.
Já o governador Sérgio Cabral (PMDB) lembrou que a cidade está "acumulando conquistas" desde 2007, quando o Cristo Redentor foi escolhido como uma das Maravilhas do Mundo Contemporâneo.
Para Cabral, a conquista do Rio significa "um selo de qualidade. A cidade que sedia as Olimpíadas, a Copa e tem o melhor povo para receber as pessoas só agrega qualidade e condições favoráveis." O Rio sedia o Mundial de Futebol em 2014 e as Olimpíadas em 2016. E, no ano que vem, a Igreja Católica promove, também na cidade, a Jornada Mundial da Juventude.
O secretário estadual de Turismo, Ronald Ázaro, ressaltou que o título só aumenta a responsabilidade do Rio. "Ficamos muito felizes com a escolha, mas isso só aumenta a nossa responsabilidade para que o Rio atraia cada vez mais turistas e esse momento fique mais perene."